Os professores temporários deveriam ser considerados uma ‘anomalia’ nas redes estaduais, porém, um estudo revela que o contrário é o que acontece

Uma pesquisa do Todos pelo Educação constatou que o número de professores contratados pelas redes estaduais de ensino no Brasil foi drasticamente reduzido.

Havia 505 mil professores certificados em 2013, representando 68,4% do total; em 2023, esse número caiu para 320.000, ou 46,5%.

Ao mesmo tempo, houve um aumento na contratação de professores substitutos, que ultrapassaram em número os professores permanentes desde 2022.

Os dados mostram que mais de metade dos professores temporários estão na escola há mais de uma década, o que pode significar que esta está a tornar-se mais uma prática padrão em alguns distritos escolares, em vez de uma solução de curto prazo.

Dado que os professores temporários não têm garantidos os mesmos benefícios e proteções que os trabalhadores permanentes e podem receber remunerações mais baixas, esta tendência acrescenta incerteza ao mercado de trabalho.

Além disso, várias jurisdições oferecem apenas contratos temporários de ensino por um período máximo de 24 meses, deixando estes educadores vulneráveis financeira e profissionalmente.

A qualidade e a estabilidade dos professores estão comprometidas como resultado do aumento das contratações temporárias, o que pode estar ligado aos esforços dos estados para reduzir despesas.

Uma solução possível para este problema é investir em políticas que reconheçam e promovam a experiência dos professores temporários, e outra é organizar mais concursos públicos de alta qualidade que incluam exames práticos.

 

Fonte: G1

 

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